terça-feira, 17 de março de 2015

Sobre Marx e UnB...ou nem tanto!!!

Lembro quando eu vendia livros da Expressão Popular e da Boitempo na UnB anos atrás, o manifesto custava 2 reais e suas vendas nunca dispararam apesar do preço ser mais acessível do que a edição britânica, e olha q já estávamos na boa onda de vendas editoriais de livros de Marx estimulada pela crise de 2008.
Acontece que o pólo intelectual de Brasília chamado UnB é mui miserável, em particular o curso que fiz o de Ciências Sociais, com professores que são verdadeiras múmias engolindo o cérebro de alguns poucos alunos vivos intelectualmente.
Além de Marx ser classificado como autor datado, ou sermos brindados com algumas frases como "mas ele não dá importância ao indivíduo", "não é comprovado empiricamente"(lembram do Gusmão?), "não concordo que são só classes ou a luta de classes, tem mais coisas" essas opiniões elevadas ao nível de análises ainda poderiam descer a um patamar mais baixo ainda, um professor "Doutor" até mesmo chegou a dizer que Marx era um "branco,europeu,que nunca trabalhou"(faltou dizer q Marx era hétero tb) e que por isso não poderia falar sobre a realidade dos trabalhadores(????)...
Me pergunto será que Marx ao falar sobre os trabalhadores estaria "roubando" o lugar de fala deles? melhor usando Marx contra Marx...ele talvez estivesse expropriando a fala do operário? uma violência tão brutal quanto a que a burguesia comete contra os trabalhadores ao explorá-los no processo produtivo? Ao nobre professor respondi que só uma pessoa que não trabalha poderia teorizar sobre o proletariado na qualidade que Marx teorizou, simples assim, e que este não é um problema, mas o grande crítico de Marx lançou sua cartada final, "Marx transava com sua empregada doméstica", sobre isso eu não sei, mas o que não sei mesmo é qual utilidade essa informação daria ao nosso debate em sala de aula.
Enfim essa pequena ilustração de fatos não explica pq vendemos poucos Manifestos da Expressão,nem era minha intenção, "há muitas explicações certo?", mas é um momento da explicação de pq este autor é tão mal recebido na UnB mesmo pelos seus estudantes mais "crítico/progressistas" ,militantes e descolados. Alunos e professores que se contentam com este ambiente acadêmico certamente o reproduzirá em um nível cada vez mais baixo, esta universidade permanecerá em um nível baixo.
É hora semear e colher dragões em vez de pulgas!!!!

http://oglobo.globo.com/cultura/livros/vendas-do-manifesto-comunista-disparam-no-reino-unido-15508926?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O+Globo

3 comentários:

Sesshoumaru disse...

Acho que levaremos esses souvenirs da UNB para vida toda, como piadas ou traumas mesmo. Às vezes, a gente se surpreende que haja tanto ex marxistas, mas, como o caso desses dois professores ilustra, dá para ver que o raciocínio dessa gente tem a espessura de uma folha de papel. Eles realmente pensam que para alguém ser comunista é preciso ser pobre, gostar de pobreza, querer ser pobre... Será que eles questionariam o Castro Alves acerca de como podia ser abolicionista sem ser escravo?

Anônimo disse...

Thiago, arruma essa configuração aí!

Aisha disse...

Ehehehehe, verdade. Na dúvida, melhor não ficar com algo tão "radical", então é preciso apelar para a "suspeitíssima" vida pessoal de Marx ou a suposta contradição dos marxistas sem lugar de fala.